Um chamado cai na sua fila: “Adicione um botão da Apple Wallet ao e-mail de confirmação.” Parece simples, até você esbarrar nas regras de marca da Apple, num .pkpass assinado e na dúvida de para onde esse botão realmente aponta. O botão em si é a parte fácil; conectá-lo a um pass de verdade e acertar o posicionamento é onde a maioria trava.

Este é o resumo prático para quem precisa colocar esse botão no ar: onde ele entra no e-mail, no site e no app, as regras que Apple e Google aplicam, e como ligá-lo a um link de instalação real que realmente salva um pass. No Brasil, onde o Android soma mais de 85% dos aparelhos, o botão do Google Wallet importa tanto quanto — ou mais — que o da Apple, então trate os dois como prioridade igual, não como um extra opcional. Feito certo, o botão aumenta sua taxa de instalação em vez de ficar largado num template.

Onde o botão realmente entra (e-mail, site, app)

O botão funciona em três lugares, e cada um tem um lugar natural ligado ao momento em que o pass tem valor.

No e-mail, ele vai na mensagem de confirmação ou de oferta: um recibo de pedido, a confirmação de um ingresso, o cadastro num programa de fidelidade — inclusive a confirmação de pagamento via PIX, que no Brasil costuma chegar por e-mail ou SMS segundos depois da compra e é um gatilho natural para oferecer o cartão de fidelidade. Só um detalhe: o cliente pode abrir o e-mail no notebook, onde o botão não funciona, então inclua uma linha do tipo “abra este e-mail no seu iPhone para adicionar o pass”.

No site, ele entra nas páginas de confirmação e de oferta, perto do que está sendo salvo: logo depois do checkout, numa confirmação de reserva, numa página dedicada de cupom.

No app, ele entra onde a informação do pass já aparece, logo depois da ação que o cria: uma compra, uma inscrição, a emissão de um ingresso. Apps nativos usam o controle de botão da própria Apple, e não uma imagem.

Regras oficiais da Apple para o botão

A Apple trata o selo como arte registrada de marca, então as regras são rígidas e vale seguir à risca para evitar reprovação na revisão do app ou um botão com aparência quebrada.

Use o SVG que a Apple disponibiliza para download em web e e-mail, e a versão EPS para materiais impressos com QR code. Não crie sua própria versão, e não recolora, gire, anime ou adicione sombra ao selo. Em apps nativos, use o controle PKAddPassButton, que renderiza a aparência e o idioma corretos automaticamente.

No layout, mantenha um espaço livre mínimo ao redor do selo equivalente a um décimo da sua altura, e coloque-o sobre fundo branco ou claro. Para fundos escuros, a Apple fornece uma versão em contorno. O selo deve ficar secundário ao seu conteúdo principal, sem dominar o layout.

Na nomenclatura, escreva “Apple Wallet” na primeira menção e “Wallet” depois disso, e inclua a linha de crédito de marca registrada da Apple onde você exibir textos legais. Essas regras de nomenclatura fazem parte do que a Apple verifica.

Alguns erros fazem o botão ser reprovado ou falhar silenciosamente. Um selo desenhado por conta própria no lugar do oficial reprova na revisão, e um selo escondido, cujo propósito fica confuso, é ignorado.

Um link para um pass não assinado ou malformado não faz nada quando tocado, e uma nomenclatura inconsistente como “salvar na carteira do iPhone” fere as regras de marca. Tudo isso é evitável com a arte fornecida e um pass assinado corretamente.

Botão Adicionar ao Google Wallet: mesma função, regras diferentes

Se você dá suporte às duas carteiras — e no Brasil, com Android acima de 85% do parque de aparelhos, praticamente toda empresa deveria — você coloca um botão do Google ao lado do da Apple. A função é idêntica; os detalhes mudam.

O botão do Google vem em Android XML, SVG e PNG, só em preto, com variantes primária e condensada. O espaço livre é fixo em 8dp em todos os lados, e o botão precisa de altura mínima de 48dp. Uma regra fácil de esquecer: se outros botões dividem a página, o botão Adicionar ao Google Wallet precisa ser igual ou maior que eles, nunca menor.

O botão precisa chamar um fluxo da API do Google Wallet, que abre o app Google Wallet para o cliente salvar o pass no aparelho Android e na conta Google. Na nomenclatura, escreva “Google Wallet” com G e W maiúsculos, e use o texto localizado do botão fornecido pelo Google em vez do seu próprio.

Ou seja: dois botões e dois conjuntos de regras num só lugar do seu template. Construa o pass para os dois padrões, coloque os dois selos lado a lado, e o aparelho do cliente cuida do resto.

Um selo é só uma imagem até apontar para um pass real e assinado. Três coisas conectam ele a algo que o cliente realmente consegue salvar.

  1. Gere o link de instalação por usuário

    O botão aponta para uma URL de instalação que resolve para um pass assinado. Você pode gerar esse pass de duas formas: construir você mesmo com o framework PassKit da Apple, o que significa gerar e assinar o .pkpass e manter um serviço para hospedar o link, ou usar uma plataforma de passes que assina e hospeda para você. A primeira dá controle total e serve para times com recursos de backend; a segunda é mais rápida para a maioria dos times de marketing e produto. Para um pass compartilhado, como um cupom genérico, um único link atende todo mundo. Para um pass personalizado, como um cartão de fidelidade com os pontos de um cliente específico, você gera um link único por usuário para que o pass salvo carregue os dados dele — por exemplo, o saldo de pontos de quem acabou de confirmar um pagamento via PIX. Com uma plataforma como Pushwoosh Wallet passes, você constrói o pass uma vez e gera esse link de instalação sem lidar com a assinatura do .pkpass.

  2. Coloque o botão no template do seu ESP

    Na sua plataforma de e-mail, posicione o selo SVG da Apple (e o botão do Google, se você suporta os dois) e defina o link dele para a URL de instalação. Para um pass por usuário, a maioria das plataformas de e-mail permite inserir o link único como variável de personalização, então o botão de cada destinatário aponta para o próprio pass. Adicione a observação "abra no seu iPhone", e mantenha o selo em fundo claro conforme as regras da Apple.

  3. Meça salvamentos, não só cliques

    Um clique no selo não é um salvamento; o cliente ainda precisa confirmar a adição do pass. Registre o salvamento de fato como um evento próprio, para medir a taxa de instalação, não só a de clique. Esse número mostra se o posicionamento e a oferta estão funcionando, e é a métrica a otimizar, já que um pass salvo é o que permanece no telefone.

Gerar um link de instalação único por usuário e colar em cada canal manualmente não escala além de poucas campanhas. O link é o mesmo ativo, esteja num e-mail, num push ou num SMS, então o caminho eficiente é gerar uma vez e reaproveitar em todos os lugares.

Com Pushwoosh Wallet passes, você constrói o pass, gera o link de instalação e distribui em push, e-mail e SMS a partir de um só lugar. Os botões da Apple e do Google apontam para o mesmo pass, e você gerencia salvamentos e atualizações sem tocar num arquivo .pkpass.

Aumente sua taxa de instalação de wallet pass com a Pushwoosh

Coloque o botão no ar uma vez e reaproveite o link em todos os lugares. Pushwoosh Wallet passes gera o link de instalação para Apple e Google Wallet e distribui em push, e-mail e SMS a partir de um só painel.

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FAQ


Valentina Stepanova
Content Marketing Writer na Pushwoosh
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