Um wallet pass é um cartão digital que mora no aplicativo de carteira do celular, Apple Wallet ou Google Wallet. Pode ser um cartão de fidelidade, um cupom, um ingresso ou um cartão de embarque, e você atualiza ele remotamente depois que o cliente adiciona. Não é meio de pagamento; é um cartão com a sua marca que o cliente guarda e você pode atualizar quando quiser — inclusive para confirmar um pagamento via PIX ou avisar sobre um novo nível de fidelidade.
Essa é a versão curta. A seguir, em termos simples para quem está decidindo se vale emitir um: como um wallet pass aparece no iPhone e no Android, o que ele faz pelo seu negócio, e como ele se compara a um app ou a um cartão de plástico.
O que é um wallet pass no iPhone, especificamente
No iPhone, um wallet pass é um arquivo que mora na Apple Wallet, o app que já guarda cartões de embarque e cartões de pagamento. O cliente adiciona tocando em “Adicionar à Apple Wallet” a partir de um link, e-mail ou QR code, e o passe fica junto dos outros cartões dele.
A versão da Apple tem algumas características próprias. Ela pode aparecer na tela de bloqueio quando o celular está perto de um lugar que você definiu, como uma loja ou um evento, e pode carregar uma data para aparecer na hora certa, útil para um ingresso ou um cupom com prazo. O conteúdo também se atualiza remotamente, então um saldo de pontos ou uma troca de portão de embarque aparece sem o cliente fazer nada.
O código de barras em si fica salvo no aparelho, então o passe é lido mesmo sem sinal. Só a atualização de conteúdo precisa de conexão.
O que é um Google Wallet pass (e como ele difere)
Um Google Wallet pass é o equivalente no Android: os mesmos tipos de cartão, guardados no app Google Wallet, adicionados com um botão “Adicionar ao Google Wallet”. Para o cliente, a experiência é quase idêntica à do iPhone.
As diferenças ficam mais nos bastidores e importam para quem emite o passe. O Google usa seu próprio formato de passe e sua própria arte de botão, então um passe feito para a Apple não funciona no Google, e o contrário também é verdade; você cria uma versão para cada plataforma.
Alguns ajustes mais finos, como o texto exato de um alerta de localização, funcionam diferente entre as duas plataformas. De qualquer forma, alcançar todo cliente significa dar suporte às duas carteiras, já que o Brasil tem uma base grande de Android (mais de 85%) mas o iPhone segue relevante nas classes A/B, então nenhuma das duas cobre o mercado inteiro sozinha.
O que um wallet pass realmente faz pelo seu negócio
Um wallet pass ganha espaço quando substitui algo que se perde ou é ignorado. Enquanto uma notificação aparece e some, um passe fica na carteira até ser usado ou expirar, o que explica os usos abaixo.
Cartões de fidelidade e associação
O uso mais comum. Um wallet pass guarda um saldo de pontos, uma contagem de carimbos ou um nível de associação, e atualiza conforme o cliente pontua. Ele substitui o cartão de plástico esquecido em casa e o app que a maioria não vai baixar, além de te dar um registro de quem são seus clientes fiéis.
Cupons e vale-presentes
Um cupom na carteira é mais difícil de esquecer do que um na caixa de e-mail. O passe mostra a oferta e a validade, pode lembrar o cliente perto do prazo, e se atualiza ou desaparece depois de resgatado. Vale-presentes funcionam do mesmo jeito, carregando um saldo ao vivo que o cliente confere num olhar.
Ingressos e cartões de embarque
Ingressos de evento e cartões de embarque foram o primeiro uso da carteira digital, e mostram por que o formato funciona: o código de barras é lido na entrada mesmo offline, e detalhes como assento ou portão atualizam se os planos mudarem. O cliente não precisa procurar o e-mail na catraca.
Wallet pass vs. app vs. cartão de plástico
Três formas de colocar um cartão na mão do cliente, e elas não são equivalentes.
Um cartão de plástico é barato para começar e fácil de perder, e não conta nada sobre como é usado. Um app pode fazer o máximo, mas exige um download que a maioria dos clientes não vai concluir, e custa caro para construir e manter. Um wallet pass fica no meio: mora em um app que o cliente já tem, adiciona com um toque, se atualiza sozinho e te dá dados de uso, sem o custo de construção de um app nem o peso morto do plástico.
Para a maioria dos negócios que emitem um cartão de fidelidade, cupom ou ingresso, o wallet pass é o caminho intermediário prático: quase todo o alcance de um cartão nativo, com quase nenhuma da fricção.
Como começar
Se você quer emitir um wallet pass, não precisa escrever código nem construir um app. Com o Pushwoosh Wallet Passes, você desenha o passe num painel, gera um link de “Adicionar à carteira” e um QR code para a Apple Wallet e o Google Wallet, e compartilha onde seus clientes estiverem. A partir daí você pode atualizar o passe e o conteúdo dele quando quiser, e a mudança chega em todo aparelho que adicionou.
Pronto para colocar seu cartão no bolso de cada cliente? O Pushwoosh Wallet Passes deixa você desenhar, distribuir e atualizar um passe para Apple Wallet e Google Wallet a partir de um único painel, sem precisar de app.
FAQ
Não. Um wallet pass mora na Apple Wallet ou no Google Wallet, que já estão no celular, então o cliente adiciona com um toque e sem download. Como quem emite o passe, você constrói e gerencia tudo por um painel, então também não precisa de um app.
Um cartão de fidelidade digital é um tipo de wallet pass, o mais comum. Wallet pass é o formato mais amplo: também pode ser um cupom, um vale-presente, um ingresso de evento ou um cartão de embarque. Ou seja, todo cartão de fidelidade na carteira é um wallet pass, mas nem todo wallet pass é um cartão de fidelidade.
Sim, na parte que importa no balcão. O passe e o código de barras ficam salvos no aparelho, então ele é lido mesmo sem sinal, e é por isso que cartões de embarque funcionam dentro do avião. Atualizações de conteúdo, como um novo saldo de pontos ou uma troca de portão, precisam de conexão para chegar, mas o cartão em si funciona offline.