Um gift card na wallet é um cartão-presente que quem recebe guarda no Apple Wallet ou no Google Wallet, com o saldo no próprio cartão, atualizado depois de cada compra. Para a empresa, ele mantém o valor guardado à vista, e valor à vista é o que traz o titular de volta para gastar.
No Pushwoosh, os wallet passes ficam ao lado do push e do e-mail em 1 perfil, então você pode emitir gift cards na wallet para o varejo e fazer o follow-up na mesma jornada.
Por que gift cards pertencem à wallet
Gift cards falham em silêncio. Quem compra paga, quem recebe esquece, e o saldo fica parado. Um cartão na wallet fica a 1 toque de distância, ao lado dos cartões de embarque e de fidelidade do cliente.
O saldo ao vivo é o segundo motivo. Quem vê “R$ 12,40 restantes” tem um motivo para voltar. Um cartão de plástico não consegue dizer nada.
O calendário brasileiro de presentes deixa isso ainda mais claro. Dia das Mães, em maio, é o segundo maior evento de vendas do ano, e Dia dos Namorados, em 12 de junho, e Natal, em dezembro, são outras datas fortes de presentes no e-commerce. Cada uma dessas datas gera uma leva de cartões com saldo, e a wallet é o que impede que esse saldo seja esquecido até o ano seguinte.
Apple vs. Google: só 1 tem um tipo gift card
As 2 plataformas tratam gift cards de forma diferente, e a sua configuração segue isso.
| Apple Wallet | Google Wallet | |
|---|---|---|
| Tipo de passe | Store Card (a Apple não tem estilo gift card) | Gift card |
| Campo de saldo | Campo personalizado no store card | Saldo no passe gift card |
| Alerta quando o saldo muda | Sim, se o campo tiver uma change message | Só uma notificação personalizada enviada com a atualização via API |
| Códigos de barras | QR, PDF417, Aztec, Code128 | Os mesmos, mais EAN-13 |
Na Apple, monte o gift card como Store Card e coloque o saldo num campo de cabeçalho, para que ele continue visível quando os passes estiverem empilhados. No Google, use o tipo Gift card. Em qualquer caso, o tipo fica travado na criação.
No Brasil, com o Android acima de 85% dos celulares, a maioria de quem recebe vai abrir o cartão no Google Wallet, justamente a plataforma que tem o tipo Gift card nativo. Só lembre que o Google não envia alerta automático de saldo: inclua a notificação personalizada na atualização via API desde o começo.
Como funcionam as atualizações de saldo
O saldo fica no seu sistema, não no passe. O seu PDV, a sua plataforma de e-commerce ou o seu sistema de gift cards sabe o valor real. O passe só mostra.
Depois de cada compra, o seu sistema envia o novo saldo pela API, e a plataforma atualiza o cartão em todos os dispositivos em que ele está salvo. Na Apple, adicione uma change message ao campo de saldo (“Seu saldo agora é %@”) se quiser um alerta na tela de bloqueio depois de cada gasto. No Google, gift cards não recebem alerta automático de alteração, mas a atualização via API pode levar um texto de notificação personalizado.
Deixe a divisão clara ao planejar o projeto. O Pushwoosh emite e atualiza o cartão. Os seus sistemas calculam o saldo e validam o cartão no caixa.
Emitindo o cartão: quem compra, quem recebe, a entrega
A maioria dos fluxos de gift card envolve 2 pessoas, então decida quem recebe qual link.
- 1
Compra
Quem compra paga online ou na loja.
- 2
Entrega
Quem recebe ganha um e-mail ou SMS com os botões Add to Apple Wallet e Add to Google Wallet. Cada passe é emitido para um User ID, então quem recebe vira um perfil conhecido.
- 3
Primeira visita
O operador de caixa lê o código de barras e o seu PDV confere o saldo.
- 4
Atualizações
Cada compra atualiza o saldo no cartão.
Essa segunda etapa é a vitória silenciosa. Quem recebe pode ser alguém que nunca comprou de você. Agora é um perfil que você consegue alcançar.
Leia também: Como distribuir wallet passes
Reengajamento com saldo zero
Com saldo zero, o cartão deixa de dar ao titular um motivo para abri-lo.
2 movimentos ajudam. Primeiro, atualize o cartão para mostrar o estado final, para que ele não fique na wallet com um número desatualizado. Depois, faça o follow-up por push, e-mail ou SMS: uma oferta de boas-vindas, um convite para o seu programa de fidelidade ou um lembrete para recarregar.
Mantenha a oferta fora do próprio passe do gift card. A Apple e o Google só permitem notificações relacionadas ao passe, e uma promoção empurrada por um gift card viola as diretrizes deles. O passe informa o saldo. Os seus outros canais fazem a oferta.
Checklist de configuração
- Um certificado Pass Type ID da Apple e uma conta Apple Developer (US$ 99 por ano).
- Um Issuer ID do Google e uma chave de service account do Google Cloud, uma vez por app.
- Uma conexão via API do seu sistema de gift cards ou PDV para atualizar os saldos.
- Um formato de código de barras que os seus leitores reconhecem.
- Uma jornada que emite o cartão na compra e faz o follow-up com saldo zero.
Os passos de configuração da plataforma estão na documentação de Wallet passes.
Traga os titulares de gift cards de volta com o Pushwoosh
O Pushwoosh emite passes nativos do Apple e do Google Wallet para gift cards, atualiza o saldo pela API e faz o follow-up por push, e-mail ou SMS na mesma jornada. Cada cartão fica vinculado a um User ID, então quem recebe se torna um cliente que você consegue alcançar de novo.
Fazer o gift card ser gasto tem pouco a ver com o design do cartão. Tem a ver com manter o saldo à vista até a próxima visita.
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